Após terminar o período do louvor, me pego pensando:
- Hoje foi muito bom, ninguém errou nada, todos os acordes, viradas, arranjos, tudo certinho. Que bom!
- Hoje foi muito bom, ninguém errou nada, todos os acordes, viradas, arranjos, tudo certinho. Que bom!
Porém o louvor não fluiu, nada de unção, a igreja esta do mesmo jeito de quando começou o louvor.
Muita técnica, nada de unção.
Um outro dia após o louvor:
- Errei todos os acordes. O batera atravessou umas quatro vezes pelo menos. O baixo estava desafinado. Mais apesar disso, não sei como, inexplicavelmente, mais a unção de Deus estava ali, e que presença maravilhosa, um louvor de normalmente meia hora, durou duas horas, e não da vontade de parar. Oh Glória!!
A igreja foi totalmente quebrantada pela presença de Deus, e fogo do Senhor inundou nossos corações. Para alguns, algo nunca visto e ou sentido antes.
Muita Unção, nada de técnica.
O penso sobre isso?
Que não quero ser o melhor músico, mais o melhor adorador que posso ser!
Quando penso e vejo como músico, classifico as pessoas por suas técnicas.
Sendo assim se não forem bons músicos, vou considera-los inferiores, e se forem bons, como meus concorrentes.
Sendo assim se não forem bons músicos, vou considera-los inferiores, e se forem bons, como meus concorrentes.
Mas quando as vejo como adoradores, todos são iguais a mim. Um mesmo propósito, uma mesma unção.
Não existe melhor ou pior adorador, apenas pessoas com o mesmo proposito, agradar a Deus, ou seja na adoração somos todos iguais.
Nesse momento penso em taça e vinho. Mas não estou com sede.
Penso na taça como a técnica, e o vinho a unção, a presença de Deus.
Quando músico, busco aprender mais, faço aulas, aprendo novas técnicas, novos ritmos, então minha taça aumenta.
Quando adorador, busco a presença de Deus a cada dia, em meus momentos de louvor e adoração no meu quarto.
“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” Mateus 6:6
Assim o vinho será derramado, que é a unção, e a presença de Deus sobre mim.
Então ao ministrar, tocar, cantar no louvor, a unção de Deus será derramada em nossas técnicas, até o momento em que a técnica não será mais importante, e a unção será tanta que transbordará pela taça, e então não se verá mais a taça, a técnica, mais apenas o vinho, a unção e a presença de Deus sendo derramada. Não serei mais eu, mais Ele em mim.
O que é mais importante? Ter técnica ou ter unção?
Minha opinião: Técnica + Unção, porém a unção sempre tem que transpor a técnica.
Beto Furquim
“Decidi Crescer! Parei de Falar, Comecei a Fazer! #UmNovoTempo”
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